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TPRM em 2026: contexto e tendências para a gestão riscos de terceiros

Written by Netrin | Feb 24, 2026 8:11:24 PM

 

 

TPRM em 2026: contexto e tendências para a gestão riscos de terceiros

O Third-Party Risk Management vem passando por mudanças profundas, especialmente nos setores de Logística e Supply Chain.

Fornecedores, transportadoras, operadores logísticos, prestadores de serviço, distribuidores, parceiros comerciais e até clientes fazem hoje parte de cadeias cada vez mais extensas, digitais e dependentes entre si.

Os dados do estudo Third-Party Risk Insights 2026, produzido pela Netrin, mostram que, apesar dessa complexidade crescente, muitos programas de TPRM ainda não evoluíram no mesmo ritmo das cadeias logísticas modernas.

Cadeias mais complexas, modelos de risco defasados

O report aponta que 46% das organizações ainda não possuem um programa de TPRM considerado maduro.

Em ambientes de supply chain, isso representa uma exposição a riscos associados a fornecedores críticos, transportadoras estratégicas e parceiros operacionais essenciais para a continuidade do negócio.

Esse descompasso ajuda a explicar por que a gestão de riscos de terceiros deixou de ser apenas uma exigência de compliance.

Hoje, ela se conecta diretamente à resiliência da cadeia de suprimentos, à capacidade de manter operações contínuas e à tomada de decisões estratégicas.

Riscos que surgem no fluxo, processos que não acompanham

Um dos principais desafios identificados está na dependência de processos manuais para avaliar terceiros.

Segundo o levantamento, 88% das empresas ainda analisam manualmente documentos de fornecedores, parceiros e prestadores de serviço, enquanto 66% relatam sobrecarga das equipes envolvidas nessas verificações.

Na prática, isso resulta em avaliações pontuais, realizadas em momentos específicos de homologação ou renovação de contratos, bem como avaliações de regularidade de documentos.

Em cadeias logísticas dinâmicas, onde mudanças financeiras, operacionais ou regulatórias podem ocorrer a qualquer momento, esse modelo dificulta a identificação de riscos no momento em que eles realmente surgem.

Tendências de TPRM para 2026

Diante desse contexto, algumas tendências já se consolidam e devem moldar a gestão de riscos de terceiros nos próximos anos, especialmente para organizações com cadeias logísticas complexas.

Monitoramento contínuo de terceiros

Avaliações pontuais dão lugar ao acompanhamento contínuo de fornecedores, transportadoras e parceiros críticos, permitindo identificar mudanças no perfil de risco conforme elas acontecem.

Uso de inteligência artificial

A inteligência artificial passa a apoiar a análise de grandes volumes de dados, leitura automatizada de documentos, identificação de padrões de risco, detecção de inconsistências e priorização de alertas, reduzindo a dependência de checagens manuais.

Plataformas integradas (all in one)

Soluções completas centralizam informações fiscais, regulatórias, financeiras, jurídicas e operacionais de terceiros em um único ambiente, facilitando a gestão de parceiros ao longo de toda a cadeia de suprimentos.

Automação de processos

A automação reduz o esforço operacional envolvido na homologação e no acompanhamento de terceiros, permitindo que equipes de logística, supply chain, risco e compliance atuem de forma mais estratégica.

Gestão orientada por dados

O TPRM data-driven ganha espaço, com decisões baseadas em indicadores, histórico de comportamento e evidências concretas, fundamentais para priorizar fornecedores e parceiros realmente críticos.

Aprofunde-se no Third-Party Risk Insights 2026

Este artigo apresenta apenas uma amostra das análises e tendências exploradas no Third-Party Risk Insights 2026. O report completo, produzido pela Netrin, aborda:

  • O nível de maturidade do TPRM no Brasil
  • Os principais riscos associados a fornecedores, transportadoras, clientes e parceiros
  • As limitações dos modelos tradicionais de gestão de riscos
  • As tendências que irão moldar o TPRM em 2026

Baixe gratuitamente o Third-Party Risk Insights 2026 e entenda como fortalecer a gestão de riscos na logística e no supply chain.